Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Numa iniciativa que se saldou num enorme sucesso, o Grupo de Mulheres do PSD de Vila do Conde organizou, na passada semana, um «Fórum Educação».
Quem esteve presente ouviu coisas de estarrecer, algumas que bastaria o recurso ao senso comum para serem corrigidas. A contestação à política educacional governativa é tão vasta e uniforme  que, a crer na sua integridade de opiniões, não deve haver um único professor a votar no PS nas próximas legislativas. É a Lei da Avaliação, a da Autonomia das Escolas, são as medidas avulso que nada resolvem, pela simples razão que não há estratégia, mas apenas uma escolha casuística de acções.
Veja-se, por exemplo, o caso do computador Magalhães. Passando ao lado de que aquele produto já tem dois anos no mercado, não tenho o mínimo problema em aplaudir esta iniciativa. È fantástica a ideia de que cada aluno, na sala de aulas, possua um computador. Acontece que este equipamento, por si, não tem valor didático. Porque um computador é apenas uma ferramenta de trabalho, um auxiliar electrónico na acção educativa. Não é por existir um computador para cada aluno que os níveis de literacia e de sucesso escolar irão aumentar. 
 

Por isso, talvez tivesse sido boa ideia abordar a questão de outra forma, começando pela formação dos alunos e dos professores. Poderia chamar-se «Henrique» a este projecto. Porquê? Porque evocaria o Infante D. Henrique que, antes de se lembrar de andar pelo país a distribuir naus e caravelas, criou uma escola, a «Escola de Sagres», dedicada ao estudo e planeamento das viagens marítimas. Ou seja, primeiro pensou e depois é que executou, num plano com princípio, meio e fim.
É isso que falta à actual política educativa: estratégia e planeamento. As medidas são debitadas arbitrariamente, os objectivos são apresentados e alterados aleatoriamente e nem sequer se escuta o que os visados têm para dizer. Com estes ingredientes, é óbvio que o apanágio governamental de uma política de educação com qualidade não encontra eco na realidade, já que alunos, pais e professores só conseguem ver uma acção errante, sem bússola, nem Norte.

 

Contributo enviado por: Pedro Brás Marques, Vereador na CM de Vila do Conde



publicado por GP/PSD às 15:10 | link do post | comentar

4 comentários:
De Anónimo a 3 de Outubro de 2008 às 17:17
Reveja lá essa coisa da escola de Sagres. Não fica bem tal demonstração de ignorância num post de alguém com certas responsabilidades


De Miguel a 3 de Outubro de 2008 às 18:52
Diz que era uma especie de centro de estudos avançados...


De Pedro Brás Marques a 4 de Outubro de 2008 às 00:23
Não costumo responder a anónimos, mas, enfim, lá vai: não há nada a rever. Bem sei a que polémica se refere, mas se ler exactamente o que está escrito verá que não há erro algum.


De Anónimo a 4 de Outubro de 2008 às 14:55
Polémica a escola de Sagres? Um mito polémico, quanto muito.


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