Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
No Mundo em que vivemos, a Educação tem um papel vital, que deverá permitir aos cidadãos um crescimento nas suas diferentes dimensões. Deve ter lugar em diversos espaços que vão para além da escola e que cada vez mais deve ser concretizada ao longo da vida.
Mas o primeiro, e principal espaço educativo, é a escola, e é obrigação do Estado proporcionar a todos os cidadãos uma sólida formação de base, capaz de garantir o justo e livre acesso dos jovens à Educação, como forma privilegiada de ingresso numa carreira promissora, e acima de tudo de uma salutar inserção social.
É também na escola que os professores têm um papel fundamental na educação dos alunos. Casos há, em que os professores são até a única pessoa que pode educar o aluno. O papel do professor na sociedade é muito importante, mas hoje em dia, os próprios professores parecem, por vezes, não se aperceber disso.
Todos os anos se fala muito no concurso dos professores, e a propósito disso sublinho o problema que há em relação aos destacamentos. Existem vários pedidos de destacamento falsos (com atestados falsos), de professores que querem ultrapassar "pela direita" os colegas. Assim, há professores com problemas e deficiências aos quais não é dado o destacamento, em detrimento dos tais "falsos".
Ora, como podem estes "falsos" professores, sem princípios, sem valores e até sem escrúpulos, ensinar seja o que for às nossas crianças e aos nossos jovens. A escola não se esgota nos livros, programas ou notas. É muito mais do que isso, ou pelo menos, deveria ser.
Exige-se uma mudança na maneira de pensar de todos os intervenientes no processo educativo (Tutela, Professores, Alunos e Encarregados de Educação). É preciso dar à Educação o valor que esta realmente tem na vida de um jovem, valor esse que é muito maior do que qualquer objecto material – como o "Magalhães" – que se lhe possa oferecer.
É necessário tomar medidas que se mostrem fundamentais para que possamos proporcionar uma Educação com qualidade às crianças e aos jovens. Eles que são o nosso futuro, e merecem ter algo mais do que uma mochila carregada de livros ou um computador. Mais uma vez, a Educação não se esgota nos livros, programas ou notas, é muito mais do que isso.
Urge então, apostar na Educação como o pilar de uma comunidade equilibrada, tomando medidas diversificadas. Apostar numa política educacional baseada na igualdade de oportunidades, na liberdade e na solidariedade para que se assegure a todos os cidadãos, o desenvolvimento integral e harmonioso das suas potencialidades e a possibilidade de contínuo aperfeiçoamento, de acordo com os seus desejos e as necessidades comunitárias.
 
Um contributo enviado por: Luís Teixeira de Melo Almeida Santos


publicado por GP/PSD às 18:32 | link do post | comentar

5 comentários:
De Joaquim a 6 de Outubro de 2008 às 19:08
Ora aqui um texto muito próximo da nomenclatura que tomou da conta da 5 de Outubro.

É o discurso típico de uma certa esquerda muito "moderna" que contínua a cavalgar a onda de encher a escola de missões e os professores de papéis...!

Enquanto esta esquerda continuar a mandar no ENSINO e obrigar os professores a não ENSINAR, continuaremos todos a empobrecer alegremente até ao nível actual da Roménia e a transformar a escola pública na escola daqueles que não podem pagar um bom colégio privado.


De Joaquim a 6 de Outubro de 2008 às 19:13
Aqui está o típico discurso da esquerda muito moderna que tem governado a 5 de Outubro.

Este discurso representa o passado e a prática de Maria de Lurdes Rodrigues.


De Luis Melo a 6 de Outubro de 2008 às 23:52
Caro Joaquim, volto a repetir:

"é obrigação do Estado proporcionar a todos os cidadãos uma sólida formação de base"

"os professores têm um papel fundamental na educação dos alunos"

"Exige-se uma mudança na maneira de pensar de todos os intervenientes no processo educativo"

"É necessário tomar medidas que se mostrem fundamentais para que possamos proporcionar uma Educação com qualidade"

"Apostar numa política educacional baseada na igualdade de oportunidades, na liberdade e na solidariedade"

Se me permite, pergunto-lhe:

- Onde está aqui a "esquerda moderna"?
- Onde está aqui o "obrigar os professores a não ensinar"?
- Onde está o "transformar a escola pública na escola daqueles que não podem pagar um bom colégio privado"?

Cumprimentos


De Joaquim a 7 de Outubro de 2008 às 22:27
Vou responder muito directamente, aqui:

"Casos há, em que os professores são até a única pessoa que pode educar o aluno."

"O papel do professor na sociedade é muito importante, mas hoje em dia, os próprios professores parecem, por vezes, não se aperceber disso."

"Existem vários pedidos de destacamento falsos (com atestados falsos), de professores que querem ultrapassar "pela direita" os colegas. Assim, há professores com problemas e deficiências aos quais não é dado o destacamento, em detrimento dos tais "falsos"."

"Ora, como podem estes "falsos" professores, sem princípios, sem valores e até sem escrúpulos, ensinar seja o que for às nossas crianças e aos nossos jovens."

"A escola não se esgota nos livros, programas ou notas. É muito mais do que isso, ou pelo menos, deveria ser."

"Eles que são o nosso futuro, e merecem ter algo mais do que uma mochila carregada de livros ou um computador."

"Mais uma vez, a Educação não se esgota nos livros, programas ou notas, é muito mais do que isso."

"Apostar numa política educacional baseada na igualdade de oportunidades, na liberdade e na solidariedade para que se assegure a todos os cidadãos, o desenvolvimento integral e harmonioso das suas potencialidades e a possibilidade de contínuo aperfeiçoamento, de acordo com os seus desejos e as necessidades comunitárias."

Neste texto é possível retirar as seguintes conclusões:
Para si, o Estado deve nacionalizar os filhos dos outros e deve tomar conta deles até perfazerem os dezoito anos. A escola deve ser algo como uma espécie de albergue de aculturação de crianças e jovens segundo alguma fórmula matemática que os professores devem dominar e deve estar, digo eu, publicada em Diário da República e, até, talvez referendada. Para si o professor deve ser um ser humano melhorado geneticamente de forma a que seja o cruzamento entre um missionário, um marketeer, um "educador" (seja lá o que isso for), um sociólogo, um psicólogo, e acima de tudo alguém completamente isento de qualquer defeito que se encontra em qualquer ser humano.

Desta forma, todo o seu texto é um hino à demagogia da esquerda moderna, uma vez que não tem aplicação prática, pelo menos enquanto a engenharia genética e biomédica não atingirem um tal grau de maturação que consigam satisfazer todos os requisitos que o caro autor considera essenciais para a escola pós-moderna.

A propósito, aquilo que referiu em relação a alguns professores tornam o caro autor num especialista em:
- medicina e/ou psicologia para poder garantir que: "(...) com atestados falsos), de professores que querem ultrapassar "pela direita" os colegas(...)"
- ética e/psicologia e/ou sociologia para poder afirmar que: "professores, sem princípios, sem valores e até sem escrúpulos, ensinar seja o que for às nossas crianças e aos nossos jovens".



De Luis Melo a 8 de Outubro de 2008 às 10:06
Caro amigo,

Cada um tira as conclusões que quer. As suas são um pouco "mirabolantes". Vai buscar no texto coisas que, nem de perto nem de longe, estão lá escritas. Mas que provavelmente são magicadas na sua cabeça. Respeito. Não concordo.


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