Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

No dia 10 de Janeiro, foi publicado o Despacho Normativo n.º 5/2007, que acabou com a obrigatoriedade de provas globais do 9º ano. Até então estas provas (realizadas ao nível de cada escola) eram obrigatórias às disciplinas não abrangidas pelos exames nacionais (isto é, a todas menos a Português e Matemática).
As provas globais tinham uma ponderação de 25% na nota final de cada disciplina e constituíam um elemento que levava escolas e alunos a promoverem uma revisão da matéria de todo o ano lectivo.
A Ministra da Educação fundamentou, no próprio Despacho, a decisão com a “necessidade de accionar todos os mecanismos de intervenção que possibilitem o reforço dos instrumentos de inclusão e prevenção do abandono desqualificado, com vista a tornar obrigatória a frequência de ensino ou formação profissional para todos os jovens até aos 18 anos”.

Pelo exposto, depreende-se que esta decisão tem como justificação a “promoção artificial” do sucesso escolar, aligeirando ou facilitando a avaliação dos alunos.
O PSD levou a questão ao debate em sessão plenária.



publicado por GP/PSD às 16:50 | link do post | comentar

1 comentário:
De MJP a 3 de Outubro de 2008 às 23:33
As provas globais não adiantavam nada e faziam estragos.
Quando o aluno já ia receber o 3, aparecia uma prova global que não adiantava nada porque mesmo que o aluno demonstrasse saber pouquíssimo (30%) esta percentagem convert ia -se num 2 e a média continuava a ser 3. Por isso as provas globais eram um desespero porque os professores tinham que justificar as muitas negativas que havia, simplesmente porque os alunos sabiam que a prova global não mudava as notas.
Por outro lado, quando foi criada, a prova global exigia muito trabalho dos professores. Os professores não se recusam a trabalhar, mas, como todos, gostam que o seu trabalho dê frutos. Como, desde o início, estava prevista a famigerada média do 3+2=3, consideravam esse trabalho inútil.
As provas foram sofrendo alterações. Desde serem um simulacro de exame, que impedia que as escolas funcionassem normalmente (havia interrupção das aulas) foram evoluindo até serem feitas durante as aulas. Se as notas não contavam e os alunos até nem se empenhavam na sua preparação, passaram a não poder fazê-lo porque, todos os dias, durante duas semanas tinham uma prova global no meio das restantes aulas. Que aulas? que provas? nem aulas, porque chegava uma altura em que já tinham feito a PG respectiva, nem prova porque tal calendário de provas só demonstra que estas não são para levar a sério.
Ir buscar as PGs não lembra a ninguém que perceba de educação.


Comentar post

Temas

100% aprovações

apresentações

avaliação das escolas

avaliação: notas dos alunos

clipping

contributos

custos com retenções

debate

declaração

estatuto do aluno

facilidade dos exames

facilitismo

fim do exame de filosofia

opinião

perguntas

provas globais

rankings

resultados sem comparabilidade

todas as tags

Posts recentes

Pedro Duarte interpela a ...

Escolas estão a aplicar d...

PSD pede apreciação parla...

Ministra no Parlamento se...

Ministra da Educação diz ...

Ministério afirma que sem...

Ministério não considerou...

PSD confrontada Ministra ...

arquivos

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

links