1 comentário:
De MJP a 3 de Outubro de 2008 às 23:33
As provas globais não adiantavam nada e faziam estragos.
Quando o aluno já ia receber o 3, aparecia uma prova global que não adiantava nada porque mesmo que o aluno demonstrasse saber pouquíssimo (30%) esta percentagem convert ia -se num 2 e a média continuava a ser 3. Por isso as provas globais eram um desespero porque os professores tinham que justificar as muitas negativas que havia, simplesmente porque os alunos sabiam que a prova global não mudava as notas.
Por outro lado, quando foi criada, a prova global exigia muito trabalho dos professores. Os professores não se recusam a trabalhar, mas, como todos, gostam que o seu trabalho dê frutos. Como, desde o início, estava prevista a famigerada média do 3+2=3, consideravam esse trabalho inútil.
As provas foram sofrendo alterações. Desde serem um simulacro de exame, que impedia que as escolas funcionassem normalmente (havia interrupção das aulas) foram evoluindo até serem feitas durante as aulas. Se as notas não contavam e os alunos até nem se empenhavam na sua preparação, passaram a não poder fazê-lo porque, todos os dias, durante duas semanas tinham uma prova global no meio das restantes aulas. Que aulas? que provas? nem aulas, porque chegava uma altura em que já tinham feito a PG respectiva, nem prova porque tal calendário de provas só demonstra que estas não são para levar a sério.
Ir buscar as PGs não lembra a ninguém que perceba de educação.


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