Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
A experiência dos parceiros privados com ou sem fins lucrativos - Empresas, IPSS e Associações de Pais
 
Sendo as Actividades de Enriquecimento Curricular, um fruto da filosofia de escola a tempo inteiro, filosofia essa que procura mitigar as consequências de um sistema social que vai acantonando o tempo, o valor e a possibilidade de viver a família - são elas mesmas mais um fruto de uma ideia que se torna compreensível perante os problemas sofridos pelas famílias, sendo contudo mais um exemplo de uma má aplicação, fruto de impreparação, irreflexão, mercantilismo da educação e contabilidade "tacanha".
O modelo vem exigir tudo a todos os intervenientes no processo, com muito poucas garantias por parte da Tutela:
 
1 - Financiamento - A lógica de contabilização "por cabeça" e não por turma para assim atribuir os financiamentos, tornam quase sempre o resultado pedagógico insuficiente, quando não antagónico ao trabalho desenvolvido pelo professore titular de turma no dia a dia. Isto porque  com os espartilhos financeiros que o próprio projecto contém, os promotores e parceiros são frequentemente postos perante a necessidade de limitar a qualidade da oferta de contratados, conteúdo pedagógico e meios auxiliares de apoio às actividades. Se o objectivo é a escola a tempo inteiro, com regras de controlo de ausências equivalentes ás do período lectivo e numa lógica de serviço universal, não se entende que o financiamento não seja pela universalidade dos alunos da escola, mas somente pela "cabeça" dos que se inscrevem;
 
2 - A burocracia - O cumprimento de um circuito financeiro público demorado e nebuloso, sem responsáveis pelo seu atraso, levam ao pagamento ás entidades parceiras, muitas vezes meses depois do inicio das actividades na escola, com a consequente necessidade de professores em inicio de vida "financiarem" o projecto, aceitando trabalhar para receber muitos meses depois;
 
3 - A atitude do "sistema" - Sendo este mais um projecto imposto ao corpo docente das escolas num contexto de revolução social com a tutela, é ele muitas vezes limitado na sua aplicação e nas suas potencialidades pela não aderencia efectiva e afectiva ao mesmo - desde o acompanhamento efectivo pelos professores titulares de turma passando por uma efectiva coordenação e planeamento pedagógico das actividades.
 
4 - A pedagogia - O aspecto financeiro condiciona a composição de turmas obrigando frequentemente à junção de turmas para que o mesmo possa ser financeiramente viável e limita a oferta pedagógica requerida e exigida por esta faixa etária - nomeadamente na necessidade de lhe dar conteúdos que sejam mutuamente enriquecedores académicamente e atractivos para captar a sua atenção dificil dado o numero de horas excessivas de enclausura dentro do mesmo espaço escola.
A burocracia existente no processo de controlo de faltas, relatórios associados e atraso nos pagamentos, desmotiva respectivamente professores de escola e professores contratados para estas actividades.
 
A atitude do sistema associada aos temas atrás referidos, é muitas vezes originadora de tensões entre os diversos responsáveis pela educação - Os professores do quadro de escola, os professores contratados para as actividades, os Pais e as crianças.

Contributo enviado por: António Lopes



publicado por GP/PSD às 11:49 | link do post | comentar

1 comentário:
De Elias Cruz a 2 de Outubro de 2008 às 18:18
AEC sim, mas da forma que estão não.

Os alunos deviam entrar na escola às 8.30h e ter aula até ás 13.30h com o habitual intervalo a meio da manhã. Depois iriam almoçar e brincariam livremente até ás 15.00h. a esta hora começariam as ditas AEC, em três tempos e até às 18.00h. Cada turma teria um monitor AEC plivalente (seria um jovem saído da ESSE e que iniciaria a carrei9ra, assim, com um horário de 15h semanais, durante dois ou três anos, passando depois à carreira propriamente dita).

Desta forma os pais ficariam mais tranquilos e veriam os seus horários bem melhor protegidos. Ao monitores teriam uma vida bem mais organizada e decente e os alunos, com a clara separação entre o que é curricular e o que não é passariam, também, a ter dias mais tranquilos e menos desgastantes, apesar da extensão do horário.

AVALIAÇÃO

Avaliação sim, mas esta avaliação não. Deveria ser muito maior a capacidade negocial a conferir quer a avaliadores quer a avaliados considerando todas as dimensões da avaliação.

Por ouro lado, deveriam ser os coordenadores (1.º ciclo) a avaliar os colegas em cada escola. Pois se são professores titulares, e se têm, por norma, a experiência que a antiguidade confere, porque não poderima ser eles?! Uma parte do seu horário seria gasta nessa tarefa. Outra parte seria usada na coordenação da escola (dispensando-se, então, a gratificação) e o restante seria usado no apoio ao estudo dos alunos da escola que dele precisassem (há sempre, em todas as escolas, um grupo maior ou menos de alunos que precisam desse apoio).

Tudo funcionaria melhor e poupar-se-ia, ainda, ao Ministério o constrangimento inútil de não ser capaz de “colcoar” no terreno os inspectores suficientes para avaliar os avaliadores ( que como se sabem,nas circunstâncias actuais, na sua esmagadora maioria, continuam com turma atribuída).

Cumprimentos

Elias Cruz


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