Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

É como simples cidadão, que se preocupa com a Educação em Portugal, que tomo a liberdade,  que é um direito de cidadania , de  lhes enviar o meu contributo para uma discussão aberta a toda a Sociedade Civil .
As conclusões de tal debate  deveriam ser apresentadas em lugar público, aberto a todos  os interessados nesta problemática.
Gostaria de igual modo, já que é um incentivo, que as várias posições em debate fossem sendo enviadas a todos aqueles que de algum modo se interessam pelo Ensino e pela Educação em Portugal, para os respectivos endereços electrónicos, para assim se poder acompanhar a evolução dos trabalhos sobre tal tema.
Como cidadão atento a  luta  pela eficácia do nosso Ensino considero, como a generalidade dos portugueses, que a sobrevivência de Portugal como nação irá neste mundo globalizado repousar cada vez mais , no nível cultural e profissional que possa ser alcançado pela nossa juventude .
 

Infelizmente é mais do que claro que a posição do ensino no nosso País, em comparação com os restantes países europeus,  é notoriamente FACILITISTA, PREOCUPANDO-SE  APENAS PARA COM AS ESTATÍSTICAS E NÃO COM O SABER!
O que de facto não é novidade alguma, quando recordamos a posição dos nossos estudantes em provas de aferição internacional como o PISA. Creio mesmo que houve intenção, anos atrás, por parte de alguém com altas responsabilidades no Ministério da Educação de impedir a participação de Portugal em tais provas, que de facto só nos envergonham como País da Europa!
Tenho acompanhado ao longo de mais de uma década , a enorme quantidade de medidas e a quantidade enorme de dinheiro dos contribuintes, gasto EM PURA PERDA!  Assistimos ao  gasto de dinheiro público, dinheiro pago em impostos pelos contribuintes  (não do Estado!),  sem qualquer produtividade!
 
De facto o grande MAL QUE AFECTA A NOSSA EDUCAÇÃO (para já notoriamente até ao fim do Secundário – e também em muitas das nossas Faculdades) teve o seu início após o 25 Abril, quando no Ministério da Educação se instalou a  a Teoria Pedagógica que "TODOS SOMOS INTELECTUALMENTE  IGUAIS"  e que portanto todos as crianças nascidas em Portugal teriam  de ser doutoras!
 
ENORME! EXTRAORDINÁRIO ERRO IDEOLÓGICO de pedagogos ignorantes, convencidos que detinham a posse da verdade!
 
De FACTO NÃO NASCEMOS TODOS IGUAIS! Cada um de nós, além das diferenças sociais que ao Estado cumpre amenizar,  herda também uma herança genética que, salvo algumas excepções, marca para o melhor e para o pior toda a nossa vida. Um muito bom professor do 1º Ciclo Básico constata logo que os seus 24 alunos apresentam a maior heterogeneidade, desde os muito inteligentes,   os de capacidades médias e ainda (1/5 talvez) que só conseguem aquisição  de conhecimentos rudimentares ao fim de 4 anos de escola! Já não refiro aqueles infelizes que o destino marcou logo à nascença e que viverão  toda a sua vida sob protecção da família e da sociedade.
A este propósito poderiam os responsáveis durante estes 34 anos de Educação em Portugal, pós 25 de Abril,  explicar porque se despende todo o apoio a estes infelizes sub - dotados ( que não contesto ! ) e NADA OFICIAL EXISTE para os sobredotados ( o que eu veemente contesto ) já que serão estes que no futuro mais poderiam desenvolver a sociedade, através das descobertas e inventos da sua brilhante mente ! Não compreendo ! SERÁ QUE ODIAMOS QUEM É MAIS CAPAZ QUE NÓS?!  NÃO SUPORTAMOS O MÉRITO E O ESFORÇO INDIVIDUAL?!
Pagamos e continuaremos a pagar por isso cada vez mais com o atraso da nossa sociedade.
Deveríamos assim pois, também  investir em escolas para sobredotados, com professores especiais,   como o vimos fazendo largamente, desde o 25 Abril com os menos dotados !
 
Considero esta  sugestão de elevado interesse nacional, direi mesmo (ironicamente), rival do famoso Plano Tecnológico (a propósito aonde mora ele hoje?).
 
Retomando o fio principal da ideia que é razão principal deste mail,  o Ensino em Portugal  só poderá alcançar REAL SUCESSO na Educação da juventude Portuguesa se vier a assumir uma escolaridade de 12 anos no mínimo, distribuídos por três tipos de ensino:
 
                  ASSIM DEVERÃO SER CRIADOS, COM AS CORRESPONDENTES ESCOLAS, TRÊS TIPOS DE ENSINO:
                              
      1º Tipo -  Cursos de nível universitário, de grande selectividade.
      2º Tipo -  Cursos tecnológicos, de média selectividade (escolas tipo ATEC da Siemens)
      3º Tipo -  Cursos profissionais, sem qualquer tipo de selectividade.
 
 Todos os cursos teriam programas específicos próprios,  um quadro próprio de professores especializados, mas para que não surjam acusações de discriminação entre cidadãos, a todos será  possível concorrer aos exames de acesso estabelecidos para o 1º e 2º Tipos.
 
Assim terminarão a formação de licenciados que não sabem escrever nem redigir, e sobretudo, NÃO MAIS IRÃO SER ATINGIDOS VALORES DA ORDEM DOS  40 % DE ABANDONO ESCOLAR,  como acontecia há 5 anos atrás, de jovens que abominam o estudo livresco que a partir de certa altura NADA LHES DIZ  , e aos quais um sistema educativo que utilizou até há pouco o pressuposto de que " todos somos intelectualmente iguais " apenas lhes deixou  lugar para o abandono e a marginalidade .
 
Chega de fingimento. Respeitemos  o Direito de se ser Diferente! Criem as escolas técnicas oficiais que  pedagogos demagógicos  eliminaram por pura e idiota ideologia! Olhem e respeitem os nossos jovens que detestam estudar mas talvez sejam mestres a criar com as suas mãos! Os números não mais seriam aqueles que se nos apresentam!
 
Nota : Um bom marcador do nosso nível de ensino são as notas do exame de Matemática do 12 º Ano.
Sabem que, salvo erro desde o exame do ano de 2006, as respostas erradas ao 1º Grupo de perguntas já não descontam à nota. Como a probabilidade de acertar ao calhas é de  25% , a média dos exames  subiu em média , 7 perg. X 0,9 val X 0,25 = 1,575  val.
Nada mau! Assim se melhora o saber em Matemática dos nossos alunos.  O outro brilhante modo de enriquecer os resultados finais e saberes dos nossos alunos foi, a exemplo deste ano de 2008, baixar DRASTICAMENTE o nível de dificuldade de tais exames.
Querem enganar quem?  Sem  ironia  não é com estes fingimento na média das notas do marcador Matemática que evitamos o precipício para o qual estamos todos a ser empurrados!
 
É NECESSÁRIO EXIGÊNCIA ! E A EXIGÊNCIA OBRIGA A ESFORÇO, OBRIGA A TRABALHO!
 

Um contributo enviado por: Mário Ribeiro.



publicado por GP/PSD às 09:41 | link do post | comentar

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